Psoríase: doença vai além da pele e exige atenção
SBD-RS alerta para riscos à saúde, impactos emocionais e preconceito contra pacientes no Dia Mundial da Psoríase.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição afeta aproximadamente 2% da população mundial. Apesar disso, muitas pessoas ainda enfrentam preconceito por causa das lesões visíveis, que podem ser confundidas com sinais de uma doença contagiosa.
Psoríase não é contagiosa
A falta de informação pode prejudicar a convivência social e afetar a autoestima de quem tem psoríase. Em alguns casos, o preconceito também aparece no ambiente de trabalho e nos relacionamentos pessoais.
O presidente da SBD-RS, dermatologista Juliano Peruzzo, alerta que é necessário ampliar o conhecimento sobre a doença e esclarecer que suas manifestações não são transmitidas pelo contato físico.
A psoríase é uma condição crônica que exige acompanhamento profissional. Suas manifestações podem variar de pessoa para pessoa, tanto na intensidade quanto nas regiões do corpo atingidas.
Doença pode estar associada a outros problemas de saúde
Além das alterações na pele, a psoríase pode estar relacionada a outras condições que precisam ser identificadas durante o acompanhamento médico.
Entre os principais problemas associados estão:
Artrite psoriásica: inflamação nas articulações, que pode causar dor, rigidez e dificuldade para realizar movimentos.
Hipertensão arterial: pressão alta, que exige controle regular.
Diabetes e obesidade: condições metabólicas que podem coexistir com a doença.
Problemas cardiovasculares: maior risco de eventos como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Por esse motivo, o atendimento não deve se limitar à avaliação das lesões. O médico também pode investigar fatores de risco e outras manifestações relacionadas à saúde do paciente.
Impactos emocionais também precisam ser considerados
A gravidade da psoríase não pode ser avaliada apenas pela quantidade de pele comprometida. Mesmo lesões em áreas pequenas ou específicas podem provocar constrangimento, insegurança e dificuldades na vida social.
A condição pode afetar a autoestima, a intimidade, os relacionamentos e o desempenho profissional. Por isso, o impacto emocional também deve ser levado em conta na escolha do tratamento.
Em determinadas situações, o dermatologista pode recomendar terapias que atuam em todo o organismo, mesmo quando a área afetada parece limitada. A decisão depende da avaliação individual de cada paciente.
Tratamentos modernos ampliam as possibilidades de controle
Embora ainda não exista cura definitiva para a psoríase, os avanços da medicina ampliaram as opções para controlar a doença e reduzir as lesões.
Entre as alternativas estão tratamentos tópicos, fototerapia e medicamentos sistêmicos, incluindo terapias imunobiológicas para pacientes que atendem aos critérios clínicos.
Com a abordagem adequada, muitas pessoas conseguem alcançar uma melhora expressiva das manifestações cutâneas e da qualidade de vida.
O tratamento, porém, precisa ser individualizado e acompanhado por um profissional de saúde. A doença pode apresentar períodos de melhora e piora, e fatores como o estresse podem contribuir para o agravamento dos sintomas em algumas pessoas.
Quando procurar um dermatologista?
Manchas avermelhadas persistentes, placas com descamação, coceira ou alterações suspeitas na pele merecem avaliação médica. Esses sinais não confirmam, por si só, a presença de psoríase, pois outras condições podem apresentar sintomas semelhantes.
A orientação é procurar um dermatologista para obter o diagnóstico e conhecer as opções de tratamento disponíveis.
No Rio Grande do Sul, informações sobre profissionais especializados podem ser consultadas no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS: https://www.sbdrs.org.br/.
Informação e acolhimento fazem a diferença
O Dia Mundial da Psoríase é uma oportunidade para combater mitos, incentivar o diagnóstico e lembrar que as pessoas com a doença precisam de respeito e acolhimento.
Conhecer a condição ajuda a reduzir o preconceito e contribui para que mais pacientes procurem atendimento e tenham acesso ao tratamento adequado.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) e informações atribuídas à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Redação: Marcelo Matusiak
Conteúdo informativo. A avaliação e o tratamento devem ser realizados por profissionais de saúde habilitados.

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