No Leblon, onde até fila de padaria tem dress code e café custa o mesmo que um almoço no subúrbio, mais um espetáculo religioso-social entrou para o currículo: um padre simplesmente se recusou a falar o nome de uma criança durante o batismo, alegando que estava “associado a um culto religioso”.
Sim, senhoras e senhores, chegamos ao nível “lista VIP até na pia batismal”. A criança, inocente, mal sabe andar, mas já tem nome “cancelado” por suspeita de ligação espiritual duvidosa. O Vaticano deve estar em choque — não sabiam que o Leblon tinha criado uma espécie de “Serasa celestial”, onde nomes entram no cadastro de restrição divina.
A família, claro, ficou indignada. E quem não ficaria? Você agenda o batismo, paga a taxa (porque no Leblon até a bênção é premium), organiza festinha no salão do condomínio de frente para o mar, e descobre na hora H que o padre decidiu brincar de “Detran dos nomes”: sem selo de aprovação, não passa.
E convenhamos: se a moda pega, vai ter fila de famosos cancelando batismo. Imagine: “Desculpa, mas não posso batizar Enzo-Gabriel porque o nome já está associado a culto pagão em Três Rios”. Ou: “Sophia-Valentina? Não dá, querida, soa muito seita esotérica”.
No fim, o batismo no Leblon mostrou mais uma vez o que todo mundo já sabia: ali, nada é simples. Nem comprar pão, nem atravessar a rua e, agora, nem batizar criança. O que deveria ser água benta virou stand-up clerical, com o padre atuando mais como curador de festival de nomes do que como líder espiritual.