Variação de temperatura pode agravar sintomas respiratórios, explica infectologista
Oscilações térmicas podem incomodar principalmente pessoas que já convivem com rinite, asma, sinusite e outras doenças respiratórias
O corpo nem sempre reage bem quando a temperatura muda rapidamente. Depois de dias de calor, a chegada de uma massa de ar mais fria, acompanhada de chuva, pode trazer desconforto para muitas pessoas — especialmente aquelas que já possuem algum problema respiratório.Em São Paulo, por exemplo, a previsão aponta uma diferença significativa ao longo da semana: os termômetros podem alcançar 31°C na quinta-feira e marcar 19°C no sábado, de acordo com o Climatempo. A previsão de frio e chuva para o domingo mantém o cenário de forte variação nas condições meteorológicas.
Para quem sofre com doenças respiratórias, períodos assim podem vir acompanhados de sintomas como tosse, espirros, secreção nasal e dificuldade para respirar pelo nariz.
Por que o frio pode incomodar mais quem tem problemas respiratórios?
A mudança na temperatura pode aumentar a sensibilidade das vias aéreas, principalmente entre pessoas que já apresentam alguma doença respiratória.
O infectologista Igor Marinho, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que o organismo precisa se ajustar às novas condições ambientais.
“Em pessoas que já têm alguma doença respiratória, as vias aéreas podem ficar mais sensíveis e os sintomas, mais intensos”, afirma o especialista.
Isso significa que uma pessoa com rinite, asma ou sinusite pode perceber uma piora dos sintomas durante uma mudança repentina do clima.
Afinal, tomar frio provoca gripe?
Essa é uma das principais dúvidas durante os períodos de queda de temperatura.
Não. O frio, sozinho, não provoca gripe ou resfriado. Essas doenças são provocadas por vírus.
A relação com o inverno e com os períodos mais frios está principalmente relacionada ao comportamento das pessoas. Com a temperatura mais baixa, aumenta a tendência de permanecer em locais fechados, onde a circulação de ar pode ser menor.
Nessas condições, a transmissão de vírus respiratórios pode se tornar mais fácil.
Por isso, manter os ambientes ventilados continua sendo uma medida importante, inclusive nos dias frios.
Mudança de temperatura reduz a imunidade?
Também não é correto afirmar que uma queda repentina na temperatura provoca, por si só, uma redução da imunidade.
A resposta do organismo depende de vários fatores. Alimentação adequada, sono, hidratação, vacinação e atividade física fazem parte dos cuidados que contribuem para a manutenção da saúde.
O infectologista destaca que não existe uma estratégia capaz de “aumentar a imunidade” instantaneamente.
A recomendação é manter uma rotina saudável durante todo o ano, e não apenas quando as temperaturas começam a cair.
O que fazer nos dias de frio e chuva?
Alguns cuidados podem ajudar a diminuir o desconforto e reduzir a exposição a fatores que irritam as vias respiratórias.
Entre as recomendações estão:
- beber água regularmente;
- manter uma alimentação variada;
- dormir o suficiente;
- praticar exercícios respeitando as condições individuais;
- manter a vacinação atualizada;
- deixar os ambientes arejados sempre que possível;
- evitar cigarro e fumaça;
- controlar a poeira dentro de casa;
- cuidar da limpeza de roupas de cama;
- evitar acúmulo de mofo e ácaros.
Pessoas que fazem tratamento para alguma doença respiratória também devem manter as orientações prescritas pelo médico.
Sintomas exigem atenção
Nem todo espirro ou tosse durante uma mudança de temperatura significa que a pessoa está gripada ou que sua doença respiratória se agravou.
Por outro lado, alguns sinais exigem maior atenção. Falta de ar, dor no peito, febre alta ou uma piora acentuada dos sintomas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.
A recomendação é não interromper medicamentos ou alterar tratamentos por conta própria.
Oscilação térmica exige atenção, mas não motivo para alarme
A mudança rápida entre calor e frio pode ser desconfortável, principalmente para quem já apresenta alguma condição respiratória. Entretanto, ela não deve ser confundida automaticamente com gripe, resfriado ou queda da imunidade.
Manter os ambientes ventilados, cuidar da alimentação, dormir bem, manter a vacinação atualizada e seguir corretamente tratamentos médicos são medidas que ajudam a atravessar os períodos de maior variação climática com mais segurança.
Fonte: Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Editado
por Jefferson Gauchão
Leia
também:
Grupo
VAMOS abre vaga para Executivo Comercial de Locação em Passo Fundo
Telefones úteis de Passo Fundo
Gás
de cozinha: 5 sinais de alerta que podem passar despercebidos dentro de casa
Uso de cigarro eletrônico entre jovens acende alerta para aumento futuro de câncer de boca
👉 Salve nosso site nos favoritos e acompanhe atualizações em tempo real!

Participar da conversa