Menos trânsito, mais mobilidade: as obras que podem transformar Passo Fundo a partir de 2026

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Depois de anos convivendo com congestionamentos, longas voltas desnecessárias e calçadas pouco convidativas, o Departamento de Mobilidade Urbana colocou no papel um plano ambicioso para 2026. A proposta não é apenas abrir ruas ou reformar pavimento. É reorganizar a cidade para torná-la mais fluida, mais acessível e mais humana.

Uma cidade que cresceu — e precisa se atualizar

Passo Fundo mudou. Cresceu, se expandiu, ganhou novos polos de circulação. O que antes funcionava no trânsito hoje já não responde à realidade atual.

Foram três meses de estudos técnicos, simulações em softwares avançados e análise de dados para mapear gargalos e projetar soluções inteligentes. O diagnóstico é claro: a mobilidade precisa ser redesenhada com base em evidências, não em improvisos.

Como destacou a coordenadora Eliara Riasyk Porto, as informações precisam ser constantemente atualizadas porque o trânsito é dinâmico. E ignorar essa transformação custa tempo, dinheiro e qualidade de vida.


Abertura de vias estratégicas: menos volta, mais conexão

Duas intervenções estão no centro do plano: a abertura das ruas Uruguai e Eduardo de Brito.

Na Rua Uruguai, o trecho entre Rodrigues Alves e Manoel Portela deverá conectar a área da antiga Cesa aos fundos da prefeitura, próximo ao CTG Lalau Miranda. Na prática, isso significa encurtar trajetos e aliviar a pressão sobre vias já saturadas. A previsão é iniciar as obras ainda neste ano, com liberação prevista para 2027.

Já na Rua Eduardo de Brito, as negociações avançam junto à Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) para viabilizar a abertura de uma nova ligação na região central. Estudos topográficos e técnicos estão sendo preparados por meio de um termo de cooperação.

Essas quadras longas — tanto do quartel quanto da antiga Cesa — hoje obrigam pedestres, ciclistas e motoristas a percorrer distâncias maiores do que o necessário. A abertura dessas vias representa mais do que uma nova rua: representa tempo devolvido às pessoas.

Rua Morom: do asfalto comum a um espaço compartilhado

Outro ponto estratégico é a transformação da Rua Morom, no centro.

O projeto prevê o conceito de “rua compartilhada”, em que o nível da pista se iguala ao da calçada. Isso reduz a velocidade dos veículos, prioriza o pedestre e melhora a convivência entre diferentes modais.

Além da nova estética, a proposta inclui calçadas mais qualificadas, reorganização de estacionamentos e pavimentação adaptada para tráfego moderado. O objetivo é claro: tornar o centro mais seguro, mais atrativo e mais funcional.

A previsão é concluir os documentos técnicos no primeiro semestre de 2026, lançar a licitação em maio e iniciar as obras em agosto.

Segurança e transporte coletivo entram no radar

O plano não se limita a obras físicas. A gestão também pretende realizar uma auditoria completa no transporte coletivo, ouvindo usuários e analisando rotas, eficiência e demandas reais.

Com a abertura de novas vias, ajustes nas linhas de ônibus não estão descartados. A lógica é simples: se a cidade muda, o sistema de transporte precisa acompanhar.

A segurança viária também será prioridade, com novos estudos e monitoramento de dados.

Transparência e participação: informação acessível para todos

Outra iniciativa prevista é a criação de um canal online que reunirá mapas, ciclovias, dados de acidentes, informações sobre transporte coletivo e indicadores de mobilidade. A proposta é centralizar dados e permitir que a população acompanhe as transformações com mais clareza.

A plataforma deve ser lançada nos próximos meses.

Passo Fundo não está apenas abrindo ruas. Está abrindo caminhos para uma cidade mais eficiente, segura e conectada.

Mas planejamento só se transforma em resultado com acompanhamento e participação da população.

A mobilidade urbana impacta todos nós — seja no tempo que levamos para trabalhar, na segurança ao atravessar uma rua ou na qualidade do centro da cidade.

Agora é o momento de acompanhar, cobrar e participar. Porque uma cidade melhor não se constrói apenas com obras, mas com envolvimento coletivo.

Fonte: GZH

Editado por Jefferson Gauchão

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Editado por Jefferson Gauchão

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