Levar caixa de som para a praia, algo comum para muitos banhistas, pode custar caro — muito caro. Em diversas cidades do litoral brasileiro, o uso de equipamentos sonoros é proibido ou severamente restringido, com multas que chegam a R$ 10 mil, além da apreensão do aparelho.
As regras existem para combater a poluição sonora, evitar brigas entre frequentadores e proteger áreas ambientais e turísticas. E não se engane: a fiscalização é intensa, principalmente durante a alta temporada. O valor da multa varia conforme o município, a gravidade da infração e se o infrator é reincidente.
🌊 Litoral norte de São Paulo: tolerância zero
Na maior parte das praias do litoral norte paulista, a regra é clara: caixa de som é proibida.
👉 São Sebastião adota uma das legislações mais rígidas do país. O uso de som pode resultar em multas entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, especialmente em casos de reincidência ou festas sem autorização.
👉 Ubatuba: proibição total, multa de até R$ 5 mil e apreensão do equipamento.
👉 Ilhabela: penalidades de até R$ 3 mil, com retirada do infrator da praia ou apreensão do som.
👉 Caraguatatuba: multa em torno de R$ 2 mil, com apreensão imediata.
⚠️ Onde há exceção, o bolso ainda sente
No Guarujá, no litoral sul, a abordagem inicial é mais educativa. O banhista recebe orientação para desligar o som. Mas, se insistir, o resultado é apreensão do equipamento e multa de cerca de R$ 1 mil.
Outras cidades adotam limites técnicos:
🔊 Itanhaém: volume máximo de 80 decibéis; multa de R$ 2,4 mil, que dobra em caso de reincidência em até um ano.
🔇 Praia Grande: caixas de som proibidas; multa de R$ 629,94 e apreensão após advertência.
🤝 Lazer x sossego: um debate que só cresce
O tema divide opiniões. Enquanto alguns associam música alta à diversão, moradores e ambientalistas alertam para os impactos: perturbação do sossego, conflitos entre pessoas e prejuízos à fauna, principalmente em áreas de preservação.
E não é só em São Paulo. Cidades do Rio de Janeiro e da Região dos Lagos também estão endurecendo as regras, com multas progressivas e apreensão de equipamentos.
📌 A mensagem é clara: nas praias brasileiras, o direito ao lazer termina onde começa o sossego coletivo. Antes de ligar o som, vale pensar duas vezes — para não transformar um dia de descanso em um prejuízo inesquecível.




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