Justiça condena pai a mais de 95 anos de prisão por abusos contra as próprias filhas no RS

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🚨 Justiça condena pai a mais de 95 anos de prisão por crimes contra as filhas no RS

Sentença reconhece padrão prolongado de violência, determina perda do poder familiar e indenização às vítimas.


📍 Três de Maio (RS) • 🕒 Sábado, 17 • ✍️ Redação


Uma decisão judicial que expõe a gravidade da violência cometida dentro do próprio lar. A Justiça do Rio Grande do Sul condenou um homem de 34 anos a uma das penas mais severas aplicadas recentemente no Estado por crimes praticados contra as próprias filhas.

⚠️ A pena total soma 95 anos, três meses e três dias de prisão, em regime inicial fechado.

A sentença foi proferida no sábado (17) pela juíza Vanessa Teruya Bini Mendes, da 2ª Vara da Comarca de Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Além da condenação em regime fechado, a magistrada determinou a perda definitiva do poder familiar.

O réu também foi condenado ao pagamento de R$ 30 mil de indenização por danos morais para cada uma das vítimas. Ele já estava preso preventivamente e, conforme a decisão, não poderá recorrer em liberdade.

Segundo o Ministério Público, os crimes ocorreram de forma reiterada entre os anos de 2017 e maio de 2025. Durante praticamente todo esse período, as vítimas eram menores de 14 anos, o que agravou a responsabilização penal.

Na fundamentação da sentença, a juíza destacou que a materialidade dos crimes foi comprovada por um conjunto consistente de provas, incluindo boletins de ocorrência, relatórios escolares, laudos periciais de violência sexual, avaliações psicológicas e depoimentos colhidos ao longo do processo.

Em relação à autoria, a magistrada considerou os fatos como incontestáveis. Os relatos das vítimas foram descritos como firmes, coerentes e harmônicos, sendo confirmados por testemunhas e por uma confissão parcial do acusado.

A decisão também aponta que o homem se aproveitava das ausências da mãe, motivadas pelo trabalho, e da autoridade exercida no ambiente familiar para cometer os crimes e manter o silêncio das filhas.

Em um dos trechos mais contundentes, a juíza afirmou que a relação de proximidade e poder criou um ambiente contínuo de dominação e submissão, deixando as crianças em situação permanente de vulnerabilidade. Esse contexto, segundo a magistrada, favoreceu a repetição silenciosa e prolongada das violências.

Apesar da condenação, a defesa ainda pode apresentar recurso. A decisão, no entanto, reforça o entendimento do Judiciário sobre a extrema gravidade dos crimes cometidos no ambiente doméstico, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes.

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Tags: justiça, Rio Grande do Sul, violência doméstica, condenação, crime, segurança pública


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