“Ele já estava sem vida”: enfermeira relata socorro a menino morto sob suspeita de tortura em Florianópolis

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FOTO: ND MAIS
A morte do pequeno Moisés Falk da Silva, de apenas 4 anos, segue causando comoção em Florianópolis e levantando fortes indícios de que o menino teria sido vítima de maus-tratos e tortura. A Polícia Civil deve concluir o inquérito ainda nesta semana.

O caso

Moisés foi levado por vizinhos até a UPA do MultiHospital, no bairro Carianos, no último domingo (17). Uma das pessoas que tentou socorrer a criança foi uma enfermeira, vizinha da família, que chegou a carregá-lo nos braços até a unidade de saúde.

Apesar dos esforços de uma equipe formada por cerca de dez profissionais, que tentaram reanimar o menino por mais de 45 minutos, ele não resistiu.

“Quando me deparei, percebi que ele já estava sem vida. Sem pulso, sem respiração, sem nada. Fizemos de tudo, ninguém queria desistir” — contou a enfermeira, em entrevista ao programa Cidade Alerta, da NDTV Record.

Ferimentos e suspeitas de violência

Logo nos primeiros atendimentos, os profissionais notaram sinais claros de agressão. Moisés apresentava hematomas no rosto, uma marca de mordida e diversos roxos espalhados pelo corpo.

“Ao tirar a camiseta, vimos marcas na barriga, nas costas, roxos recentes. Percebemos na hora que havia algo muito errado” — relatou a enfermeira.

Os ferimentos mais graves estavam nas costas do menino, com uma lesão compatível com impacto violento — como uma batida ou empurrão com objeto. Havia ainda pequenas perfurações no abdômen, semelhantes a marcas de agulha.

Inicialmente, cogitou-se que pudessem ser relacionadas a algum tratamento médico, mas essa hipótese foi descartada.

Prisões e investigação

Moisés vivia em uma kitnet na região da Tapera, no Sul da Ilha, com a mãe, uma tia e o padrasto, Richard da Rosa Rodrigues, de 23 anos. O homem é apontado como o principal suspeito pelas agressões.

A mãe e o padrasto foram presos em flagrante logo após a confirmação da morte. Ela foi liberada após audiência de custódia por estar grávida, enquanto a prisão de Richard foi convertida em preventiva.

Desde o óbito, completados quase dez dias, nenhum familiar retornou ao imóvel onde viviam.

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital, que já ouviu diversas testemunhas e deve encerrar o inquérito nos próximos dias. A polícia investiga se Moisés sofria maus-tratos constantes e se outras pessoas próximas tinham conhecimento da situação.

Comoção e indignação

A tragédia levantou discussões sobre a necessidade de maior vigilância em casos de violência infantil. Moradores da região afirmaram que a criança já apresentava sinais de descuido antes da morte.

Para os profissionais que tentaram salvar a vida de Moisés, a lembrança da tentativa frustrada de reanimação é dolorosa:

“Ver uma criança tão pequena, com tantas marcas no corpo, sem vida nos braços, é algo que a gente nunca esquece” — disse a enfermeira.

Enquanto a investigação busca respostas, a comunidade de Florianópolis chora pela vida interrompida de um menino que deveria ter sido protegido.

O menino era autista não verbal.



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