O prefeito de Passo Fundo parece ter descoberto uma nova disciplina: Ataque à Inclusão 101. Pena que os professores da cidade não estão dispostos a assistir essa aula sem dar resposta. Em dia de paralisação, o magistério mostrou o que é união e deu um recado claro: se a ideia era enfraquecer a categoria, a prova já foi corrigida — e o prefeito tirou zero.
Com sua costumeira habilidade em transformar direitos em “gastos desnecessários”, o gestor municipal tenta vender a ideia de que cortar, precarizar e excluir é sinônimo de “modernização”. Deve ser algum novo método pedagógico, que só existe na cabeça dele — e talvez nem lá faça muito sentido.
Enquanto os professores marchavam lado a lado, defendendo não só a valorização profissional mas também a inclusão, o prefeito parecia mais preocupado em manter seu “manual de como desagradar todo mundo ao mesmo tempo”. Se houvesse concurso para isso, Passo Fundo já teria ouro olímpico.
No entanto, o magistério mostrou quem realmente entende de educação e organização. Foi um verdadeiro “trabalho em grupo” daqueles que dão gosto de ver: união, resistência e disposição para enfrentar um gestor que parece estar fazendo estágio supervisionado em como ser inimigo da escola pública.
Se educação fosse sala de aula, o prefeito estaria na última carteira, de boné virado, fingindo que sabe a matéria, mas sempre com a nota mais baixa da turma. E pelo andar da carruagem, não vai ter recuperação que salve.
Motivos por trás da paralisação
1. Ataque à gratificação por atuar com alunos com
deficiência
A
principal razão da mobilização foi o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº
18/2025, enviado pela prefeitura em regime de urgência e sem diálogo prévio com
a categoria. A proposta pretendia restringir a gratificação de 40% sobre o
vencimento dos professores que atuam em classes especiais apenas aos
profissionais da Escola de Autistas Olga Caetano Dias e das salas de recursos
multifuncionais. Ou seja: excluir da gratificação os que auxiliam alunos
incluídos em classes regulares, mesmo realizando o mesmo trabalho — uma cópia
descarada de “dividir para enfraquecer”
2. Retaliação aos professores que dão aula de
inclusão
Segundo
relatos dos professores, a retirada desse benefício coloca em risco o
atendimento à educação especial em todo o município. Afinal, tirar incentivos
financeiros de quem lida diariamente com desafios inclusive na sala comum é
quase como pedir para que abracem uma tarefa extra sem sequer ganharem um
tapinha nas costas — muito menos um decente 40% a mais
3. Ato de força e visibilidade
A
mobilização aconteceu na quarta-feira, 20 de agosto, em forma de paralisação e
manifestação na Praça do Teixeirinha e caminhada até a prefeitura, organizada
em assembleia pela categoria. No que chamaram de “Dia D” em defesa da educação
inclusiva, professores seguiram com palavras de ordem e um caminhão de som
exigindo respeito e diálogo
Um toque de sarcasmo para dar sabor:
- O prefeito resolve enviar um
projeto que "moderniza" o pagamento da gratificação... só que
esquece de ouvir quem vai sentir o impacto. Isso é inovar à moda medieval.
- Reduzir a gratificação dos
professores que lidam com inclusão é quase uma prova de que o prefeito
está ensaiando ser o inimigo público número 1 da educação pública.
- Fazer isso em regime de
urgência, sem aviso — é como uma pegadinha jurássica: o “surpresa!” que
ninguém pediu.
Resumo irônico-objetivo
Motivo da Paralisação |
Descrição |
PLC
18/2025 |
Retira
gratificação de 40% para parte dos professores que atuam com alunos
incluídos, mantendo apenas para áreas específicas. |
Falta
de diálogo |
Projeto
enviado de supetão, sem debate prévio com sindicato ou categoria. |
Defesa
da educação inclusiva |
A
manifestação buscou visibilidade, pressão política e respeito aos direitos
dos profissionais e dos alunos. |
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