O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus grandes espetáculos de stand-up político, definiu a data para a votação da tão prometida isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. Entre aplausos ensaiados e discursos inflamados, Lula disparou contra os mais ricos:
— “Eles vão pagar impostos”.
Sim, caro leitor, essa frase já pode entrar para o Guinness como a promessa política mais repetida e menos cumprida da história nacional. Porque, convenhamos, no Brasil, quando dizem que “os ricos vão pagar”, na prática quem acaba desembolsando é sempre o de baixo. O rico mesmo? Esse dá risada no iate, abre uma champanhe e já conversa com seu contador sobre a mágica tributária que transforma milhões em migalhas na Receita.
Enquanto isso, o trabalhador que sonhou com a isenção descobre que vai continuar bancando gasolina com imposto, energia com imposto, cesta básica com imposto e, de brinde, até a cervejinha do fim de semana vem com a mordida do Leão. Afinal, o “rico” no discurso político é uma espécie de entidade mística que nunca aparece na fila do banco, mas o pobre… ah, esse é sempre encontrado rapidinho quando chega a hora de “pagar a conta do progresso”.
No fim, a votação deve acontecer, a plateia aplaudir, e o Brasil continuar no mesmo espetáculo: um circo onde o ingresso é caro, o picadeiro é animado, mas o palhaço segue sendo sempre o mesmo — o contribuinte.
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