E não é que o governo inventou mais uma sigla pomposa para colocar medo no contribuinte? Agora temos o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) — um sistema lindo, cheio de boas intenções no papel, mas que, na prática, parece mais uma lupa fiscal enfiada em cima da sua humilde casinha, do puxadinho da sogra e até daquela varanda que você fechou “sem avisar ninguém”.
A propaganda oficial é de que o CIB vai “organizar informações e dar transparência ao setor imobiliário”. Bonito, né? Só esqueceram de dizer que, na tradução para o bom português, significa: “vamos achar cada metro quadrado escondido e mandar a conta do imposto direto para você”.
É como se o governo tivesse cansado de procurar agulha no palheiro e, agora, resolvesse usar drone com sensor infravermelho pra localizar até o seu galinheiro no fundo do quintal. E, claro, transformar isso em IPTU, ITBI, ITR ou qualquer outra sigla que significa a mesma coisa: você pagando mais.
O Cadastro promete “justiça tributária” — mas todo mundo sabe que, no Brasil, essa justiça só funciona para garantir que quem já paga imposto continue pagando mais, enquanto os tubarões seguem navegando tranquilos.
No fim das contas, o CIB é só mais uma versão gourmet do velho jeitinho estatal de vigiar, controlar e, de quebra, enfiar a mão no bolso do contribuinte. Se fosse um reality show, o slogan seria: “CIB: de olho em você, no seu quintal e na sua conta bancária.”
Moral da história: o CIB não é cadastro, é coleira. E o povo brasileiro, como sempre, é o cachorro obediente que late, mas no fim paga a conta do pet shop.
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