R$ 2,76 bilhões prometidos e nenhuma obra entregue: o raio-X da reconstrução que ainda patina no RS
O dia 3 de maio de 2024 entrou para a história do Rio Grande do Sul como aquele em que o Guaíba ignorou muros, diques e qualquer discurso otimista. A água venceu, invadiu Porto Alegre e espalhou destruição pelo interior do Estado, deixando prejuízos em escala gigante — especialmente na infraestrutura pública.
O que aconteceu após a enchente histórica?
Rodovias estaduais foram literalmente rasgadas. Segundo a Secretaria Estadual de Logística e Transporte (Selt), a enchente destruiu 10 pontes e danificou mais de 8 mil quilômetros de estradas. Um cenário de calamidade real, sem efeitos especiais e com impacto direto na vida de quem depende dessas vias.
Quanto dinheiro está em jogo?
Um levantamento exclusivo solicitado pelo Correio do Povo à Selt e elaborado pelo Daer revela que, via Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), estão previstas 48 obras de reconstrução — 33 em estradas e 15 em pontes — com investimento inicial de R$ 2,76 bilhões. E atenção: o valor ainda pode aumentar.
Quantas obras já foram entregues?
Nenhuma. Exatos 21 meses depois da enchente, nenhuma das 48 obras previstas foi concluída. Zero. Tudo ainda circulando entre projetos, estudos de viabilidade e canteiros que mal começaram a sair do chão.
O que diz o governo do Estado?
O governador Eduardo Leite afirma que os investimentos são robustos e focados em dar resiliência às rodovias, indo além de simples recuperação de pavimento. Segundo ele, são quase R$ 3 bilhões aplicados com apoio da União, mas reconhece que a entrega é uma “jornada longa”, dada a complexidade das obras.
Como está o andamento das obras?
Do total de projetos, 40% estão em execução, 42% ainda em fase de desenvolvimento e 18% seguem em estudo de viabilidade. A promessa é que 46% sejam entregues em 2026 e os demais em 2027. Enquanto isso, o asfalto segue esperando.
O raio-X deixa claro: projetos existem, bilhões foram prometidos e discursos estão afinados. O problema é que, por enquanto, a reconstrução segue mais confortável no papel do que na estrada.
Fonte: Correio do Povo
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