Com a chegada do período de pagamento do IPVA 2026, autoridades em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná vêm registrando um aumento de fraudes que têm como alvo motoristas e proprietários de veículos. A estratégia criminosa combina sites falsos que imitam portais oficiais e promessas de descontos “imperdíveis” com pedidos de pagamento via Pix — modalidade usada pelos golpistas para desviar dinheiro dos contribuintes.
Golpes com sites clonados e ofertas de desconto
Segundo levantamentos de empresas de segurança digital e alertas de órgãos públicos, estão circulando na internet diversos sites fraudulentos que copiam o visual de páginas oficiais do Detran e das Secretarias da Fazenda dos estados. Neles, o usuário insere dados como placa e Renavam e recebe uma guia de pagamento com desconto — que, na verdade, é falsa. Ao pagar via Pix ou QR Code, o dinheiro é enviado para contas controladas por golpistas, e não para o governo.
A pesquisa identificou pelo menos 13 domínios desse tipo em circulação, e as fraudes já foram observadas em vários estados, incluindo Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Alerta das autoridades estaduais
No Rio Grande do Sul, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e o DetranRS divulgaram alertas reforçando que o Estado não envia link de cobrança por mensagem ou e-mail e que todos os portais oficiais estão em domínios terminados em .rs.gov.br. Antes de concluir um Pix, orientam conferir se o nome do favorecido corresponde ao órgão público e verificar o CNPJ exibido no pagamento.
Em Santa Catarina, o Detran/SC informou que golpistas também estão usando mensagens, sites e e-mails falsos que prometem redução ou facilidades no pagamento do IPVA, além de incluir ofertas de pagamento via Pix — algo que o órgão esclarece não oferecer oficialmente. O processo legítimo usa boleto (DARE) ou QR Code gerado diretamente no site oficial.
Paraná: cuidado com boletos falsos e links enganosos
No Paraná, a Polícia Civil (PCPR) e a Secretaria da Fazenda alertam que o Detran/PR não envia boletos, links de pagamento ou códigos Pix por mensagens e que os cidadãos devem gerar suas guias apenas pelo portal oficial com domínio .pr.gov.br. Caso haja dúvida, a recomendação é imprimir o boleto ou fazer o pagamento diretamente na agência bancária ou via aplicativo reconhecido, conferindo sempre os dados do beneficiário.
Como os golpes funcionam
Golpistas atraem vítimas com promessas de:
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Descontos maiores do que os oficialmente oferecidos
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Links que aparecem como “patrocinados” no topo das buscas
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Aparência de legitimidade, muitas vezes com logos e nomes parecidos com os órgãos oficiais
Essas ofertas são falsas. Em muitos casos, os sites seguem o layout oficial e até mostram dados corretos do veículo (como placa e Renavam), mas, na hora de pagar, o Pix é feito para uma conta que nada tem a ver com o governo.
Dicas para evitar ser vítima
Especialistas e órgãos públicos recomendam medidas simples, mas eficazes:
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Acesse o site oficial diretamente pelo navegador, digitando o endereço do órgão (sem clicar em links recebidos por WhatsApp ou redes sociais).
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Cheque atentamente os dados do Pix, especialmente o nome do favorecido e CNPJ exibidos antes de confirmar a transferência.
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Se receber mensagens ou e-mails com links para pagamento, desconfie: governos geralmente não enviam guias de cobrança por esses meios.
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Em caso de pagamento indevido, registre imediatamente boletim de ocorrência e entre em contato com o banco para tentar contestar a transação.
Editado por Jefferson
Gauchão
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