De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Elenir Chapuis, a situação de rua se tornou um dos principais desafios sociais do país. “Esse crescimento acaba se refletindo nos municípios, que são onde as pessoas vivem. A migração tem grande peso nesse cenário”, explica.
Migração e busca por oportunidades
Assim como ocorre em outros centros urbanos, Passo Fundo registra aumento no número de pessoas em situação de rua, em grande parte formado por pessoas que vieram de outros municípios. A maioria relata que chegou à cidade procurando emprego, o que mostra que o problema tem forte relação com questões sociais e econômicas.
Os dados usados pelo município vêm do Cadastro Único (CadÚnico), sistema federal que reúne informações de famílias em vulnerabilidade. A secretária destaca, porém, que esses números mudam com frequência. “Muitas pessoas se cadastram enquanto estão na cidade, mas depois seguem para outros lugares”, afirma, o que dificulta saber quantas permanecem de forma fixa no município.
Rede de atendimento integrada
Para lidar com essa realidade, a Prefeitura mantém uma rede organizada de atendimento, envolvendo assistência social, saúde e segurança pública. Passo Fundo oferece todos os serviços previstos em nível nacional para o atendimento à população em situação de rua.
Um dos principais é o serviço de Abordagem Social, que atua diretamente nas ruas, identificando necessidades imediatas e orientando as pessoas. Há também o Centro POP, que oferece atendimento especializado durante o dia, com orientações, encaminhamentos e apoio social.
Para o período da noite, a Casa de Passagem garante acolhimento, com local para dormir e alimentação, funcionando como suporte emergencial. Todos esses serviços trabalham de forma integrada para analisar cada caso e definir os encaminhamentos adequados.
Causas e possibilidades de mudança
Segundo a Secretaria de Assistência Social, os fatores mais comuns que levam as pessoas a permanecerem nas ruas incluem o uso de álcool e outras drogas, problemas de saúde mental, rompimento de vínculos familiares e conflitos com a lei. Ainda assim, a secretária ressalta que a existência de uma rede estruturada abre caminhos para mudanças reais. “Há possibilidade de retorno à família, acesso a cuidados de saúde, oportunidades de trabalho, acolhimento emergencial e até o retorno à cidade de origem”, destaca.
Resultados concretos
Um dos principais resultados desse trabalho é o retorno de pessoas às suas cidades de origem. Somente em 2025, 231 pessoas já conseguiram voltar com o apoio e acompanhamento da rede municipal.
Além disso, o município mantém ações contínuas de reintegração familiar, encaminhamento para tratamentos de saúde, acesso ao mercado de trabalho e geração de renda, sempre respeitando as escolhas e condições de cada pessoa atendida. Quando necessário, o trabalho também é feito em conjunto com os órgãos de segurança pública.
Fonte: O Nacional
Editado por Jefferson
Gauchão
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