Caso de abordagem violenta da BM em Sananduva levanta questionamentos e reação da população

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Um caso registrado na madrugada de 18 de janeiro, em uma conveniência de bebidas no centro de Sananduva, no norte do Rio Grande do Sul, está sendo investigado pela Polícia Civil. A apuração envolve suspeitas de abuso de autoridade e lesão corporal durante uma abordagem realizada por policiais militares da Brigada Militar.

O episódio ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais. As imagens, captadas por câmeras de segurança, mostram pessoas sendo agredidas com chutes e socos durante a ação policial.

De acordo com o delegado Hugo Rigo Junior, foram registradas ocorrências contra a Brigada Militar, inclusive uma feita pelos proprietários do estabelecimento. Em resposta, a corporação também formalizou queixas por desacato e resistência contra os envolvidos na abordagem.

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado ao Comando e à Corregedoria da Brigada Militar para apuração interna. A corporação confirmou que já tinha conhecimento dos vídeos e que foi aberto um inquérito policial militar para analisar a conduta dos agentes.

Segundo a Brigada Militar, a operação tinha como objetivo fiscalizar a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade e coibir a perturbação do sossego público. Apenas no dia 17 de janeiro, quase 300 pessoas foram abordadas, e cinco foram levadas à delegacia por desacato, resistência e desobediência. A proprietária de um dos estabelecimentos também foi conduzida por obstrução da via pública e por venda de álcool a menores.

A repercussão do caso também gerou indignação entre moradores, que passaram a expressar medo e desconfiança. Em comentários nas redes sociais, parte da população afirmou que, além da preocupação com a criminalidade, agora sente que precisa redobrar a atenção durante abordagens policiais, temendo sair de uma ocorrência com ferimentos decorrentes do uso excessivo da força.

Em nota, a conveniência envolvida afirmou repudiar as agressões e destacou que não pode se calar diante do que considera uso desproporcional da força. O estabelecimento informou ainda que medidas legais já estão sendo adotadas para responsabilizar os envolvidos e evitar que situações semelhantes se repitam.



Fonte:GZH

Editado por Jefferson Gauchão

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