O que deveria ser um dia de celebração, encontros e sorrisos terminou marcado por um silêncio impossível de preencher. Na véspera de Natal, uma data que simboliza vida, esperança e recomeços, a pequena Cecília Schultz de Araújo, de apenas um ano e oito meses, teve sua história interrompida de forma trágica em Passo Fundo, no norte do Estado.
Cecília estava longe de casa. A família, moradora de Tapejara, havia viajado para passar o Natal na residência de um conhecido, no bairro Vera Cruz. Um gesto simples, comum a tantas famílias nesta época do ano: reunir pessoas queridas, compartilhar momentos e criar memórias. Ninguém poderia imaginar que aquele encontro se transformaria em despedida.
Por volta do início da tarde de quarta-feira (24), a mãe da menina saiu rapidamente até o centro da cidade acompanhada de uma amiga, deixando Cecília sob os cuidados do morador da casa. No imóvel, outras crianças brincavam, e tudo parecia seguir a normalidade de um dia comum. Em poucos minutos, porém, o descuido silencioso — aquele que não faz barulho — se tornou fatal.
Cerca de 40 minutos depois, uma ligação mudou tudo. Do outro lado da linha, a voz carregada de pânico anunciou o impensável: Cecília havia sido encontrada dentro da piscina, submersa, de costas. O tempo, que até então parecia correr apressado para os preparativos de Natal, parou.
A menina ainda foi socorrida e levada com urgência ao Hospital São Vicente de Paulo (HSVP). Houve esperança. Houve espera. Houve orações. Mas, na madrugada de quinta-feira (25), Cecília não resistiu. Enquanto muitas famílias celebravam o nascimento de Cristo, outra aprendia, da forma mais dolorosa possível, o significado da perda.
O velório ocorreu na Capela Trindade da Funerária São Cristóvão, em Tapejara. Um espaço pequeno para uma dor imensa. O sepultamento aconteceu ainda na quinta-feira, no Cemitério Comunitário de Vila Lângaro. Um adeus precoce, que deixa marcas profundas não apenas na família, mas em todos que tomam conhecimento da história.
O caso será investigado pela Polícia Civil como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. As autoridades buscam entender se houve negligência. Mas, independentemente das conclusões legais, permanece uma verdade difícil de encarar: acidentes não avisam, não escolhem data e não dão segunda chance.
A morte de Cecília é um alerta doloroso, sobretudo em períodos de confraternização, quando a atenção se divide e o risco se esconde na rotina. Piscinas, poucos centímetros de água, minutos de descuido — tudo pode ser suficiente para mudar uma vida inteira.
Mais do que uma notícia, esta é uma história que pede pausa, reflexão e cuidado. Porque nenhuma família deveria aprender sobre prevenção da forma mais cruel possível.
Fonte: GZH
Editado por Jefferson Gauchão
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