Torcedores do JEC: da arquibancada para a Universidade Federal do Crime 100 anos

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E não é que a violência “organizada” do futebol em Joinville acabou virando caso de matemática avançada? Onze torcedores da famosa União Tricolor, braço radical do Joinville Esporte Clube (JEC), conseguiram um feito raro: juntar em uma só pancadaria o suficiente para receber mais de 100 anos de condenações. Dá pra montar até uma universidade da violência, tamanha a especialização.

O episódio, que mais parece roteiro de filme B, aconteceu em fevereiro: um grupo de heróis da selvageria decidiu invadir um bar no bairro Aventureiro para provar que torcida organizada também pode ser sinônimo de quadrilha. Armados de tacos de beisebol, barras de ferro, pedaços de madeira e, claro, a boa e velha covardia, eles espancaram torcedores que tinham cometido o “crime imperdoável” de usar camisas do Remo e do Paysandu.

Resultado? Uma vítima foi parar na UTI, inconsciente, com sequelas permanentes. Mas para os guerreiros do JEC, foi só mais um “treino” de domingo.

O Ministério Público, que aparentemente não compartilha da paixão clubística dos réus, acusou o bando de tentativa de homicídio triplamente qualificada, associação criminosa e constrangimento ilegal. Ou seja: não foi só “briguinha de torcida”, foi ataque brutal mesmo.

E, para completar a ironia, a organizada União Tricolor foi “punida” com a proibição de frequentar estádios por um ano. Um ano! Ou seja, quase o mesmo tempo que eles levaram pra somar as condenações que passam de um século. Justiça à brasileira: mais fácil perder ingresso do que perder a liberdade.

Agora, os ex-torcedores de arquibancada vão precisar se acostumar com outro tipo de grito de guerra — aquele que ecoa nos corredores da penitenciária.

 

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