Uma investigação sobre o grave acidente que tirou a vida de cinco adolescentes em Goiás trouxe à tona informações preocupantes sobre o veículo utilizado para transportar os estudantes.
De acordo com dados confirmados por órgãos estaduais, a van envolvida na colisão não possuía autorização para realizar transporte escolar entre municípios. O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (1º), na GO-518, quando o veículo colidiu na traseira de um caminhão.
Veículo transportava estudantes entre cidades
No momento da tragédia, a van levava 12 estudantes que viajavam diariamente entre os municípios de Córrego do Ouro e Sanclerlândia para frequentar aulas no Colégio Estadual da Polícia Militar 5 de Janeiro.
As vítimas fatais eram adolescentes que retornavam para casa após as atividades escolares. Além das mortes, o acidente deixou diversos feridos, alguns deles em estado grave.
Van não possuía cadastro para transporte escolar
Informações divulgadas pela Agência Goiana de Regulação (AGR) apontam que o veículo não estava autorizado para operar no transporte escolar intermunicipal.
Além disso, o utilitário não constava nos registros de transporte escolar do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO).
Outro detalhe que chamou a atenção das autoridades é que a van estava registrada em nome do Fundo Estadual de Saúde de Goiás. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o veículo havia sido cedido ao município de Sanclerlândia em 2018, ficando sob responsabilidade da administração municipal quanto ao uso, manutenção e conservação.
Associação era responsável pela operação do veículo
Em nota oficial, a Prefeitura de Sanclerlândia informou que a van havia sido disponibilizada ao Colégio da Polícia Militar por meio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF).
Conforme o comunicado, a entidade era responsável pela contratação do motorista, contratação de seguro e gerenciamento do transporte dos alunos. Os custos eram pagos diretamente pelas famílias dos estudantes.
Até o momento, a direção da instituição de ensino não havia se pronunciado publicamente sobre o caso.
Possível ofuscamento e ausência de equipamento obrigatório
As primeiras análises realizadas pelos peritos indicam que um veículo trafegando em sentido contrário, com os faróis altos acionados, pode ter comprometido a visibilidade do motorista da van, de 70 anos.
Os peritos também identificaram que tanto a van quanto a carreta envolvida no acidente não possuíam tacógrafo, equipamento obrigatório em determinadas categorias de transporte de passageiros e cargas.
As condições da rodovia, a sinalização do caminhão e outros fatores relacionados à dinâmica do acidente continuam sendo avaliados.
Polícia investiga responsabilidades
A Polícia Civil de Goiás instaurou inquérito para apurar o caso. Inicialmente, a investigação trabalha com a hipótese de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
Os laudos técnicos elaborados pela Polícia Científica devem ser concluídos nas próximas semanas e serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.
Três adolescentes seguem hospitalizados
Entre os sobreviventes, três estudantes permanecem internados em hospitais da rede estadual.Uma menina de 12 anos está em estado grave e segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outro adolescente da mesma idade passou por procedimento cirúrgico e apresenta quadro considerado estável. Já um jovem de 13 anos foi transferido para uma unidade especializada em ortopedia, onde também passou por cirurgia e demonstra evolução positiva.
Enquanto familiares e amigos lamentam a perda dos cinco adolescentes, as autoridades continuam reunindo informações para esclarecer todos os detalhes de uma das mais graves tragédias envolvendo transporte de estudantes registradas recentemente em Goiás.
Fonte: Jornal Opção 50
Editado por Jefferson
Gauchão
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Tragédia na GO-518 deixa cinco estudantes mortos e revela irregularidades no transporte escolar. Polícia investiga responsabilidades e causas do acidente.
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