Conhecido na cidade como “Tio Gus”, ele já trabalhou como recreador infantil e é
servidor concursado da Secretaria Municipal
de Educação. A Polícia Civil concluiu dois inquéritos em dezembro de 2025 e o terceiro nesta quarta-feira (7), após
cerca de um ano e meio de investigações.
Segundo a polícia, dois casos são tratados como estupro de vulnerável, pois
envolvem crianças com menos de 14 anos, e um
como estupro. Um dos episódios teria ocorrido na Biblioteca Municipal, onde o servidor
atuava como contador de histórias.
Como surgiram as denúncias
O primeiro caso teria ocorrido em uma escola municipal, onde Luís Gustavo
trabalhava. A denúncia foi registrada em março
de 2024, o que levou ao seu afastamento do cargo e à realocação para a
Biblioteca Municipal.
Em julho
de 2024, uma segunda denúncia apontou suspeita de abuso contra outra
criança, fora do ambiente de trabalho. Já o caso mais recente foi registrado em
julho de 2025, envolvendo uma
adolescente de 15 anos, também na Biblioteca Municipal.
Situação judicial e administrativa
De acordo com o delegado Mário Pezzi, dois inquéritos já foram
enviados à Justiça, e o terceiro deve ser encaminhado nos próximos dias. Durante
depoimento, o suspeito optou por
permanecer em silêncio.
A Polícia Civil chegou a pedir prisão preventiva duas vezes em 2025. O
Ministério Público concordou com os pedidos, mas a Justiça negou, e o servidor nunca foi preso.
Além do processo criminal, Luís Gustavo
responde a um Processo Administrativo
Disciplinar (PAD) pelo caso da biblioteca. Em 2024, ele também
respondeu a outro PAD pelo caso da escola, que acabou sendo arquivado por falta de provas, segundo a
prefeitura.
A administração municipal informou que o
servidor chegou a ser afastado após o episódio na biblioteca, mas, por ser
concursado, retornou ao trabalho em
novembro de 2025. Atualmente, ele atua em setor interno, sem contato com o público. Conforme o
Portal da Transparência, ele segue como servidor
ativo.
O que diz a defesa
O advogado Fabrício Lorandi Pinheiro afirmou que acompanha o caso desde o início e reforçou que o servidor nega qualquer tipo de abuso. A defesa destacou que o processo ainda está em fase inicial e que deve ser respeitada a presunção de inocência, lembrando que os pedidos de prisão preventiva foram negados pela Justiça, decisão mantida pelo Tribunal de Justiça do RS.
Fonte: GZH
Editado por Jefferson
Gauchão
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