Servidor da prefeitura de Passo Fundo é indiciado por estupro de vulnerável

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 A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Passo Fundo indiciou L.G.R, de 49 anos, servidor público da prefeitura, por suspeita de estupro e estupro de vulnerável. Ele é investigado em três casos de abuso sexual contra menores de 9, 10 e 15 anos. O suspeito nega todas as acusações.

Conhecido na cidade como “Tio Gus”, ele já trabalhou como recreador infantil e é servidor concursado da Secretaria Municipal de Educação. A Polícia Civil concluiu dois inquéritos em dezembro de 2025 e o terceiro nesta quarta-feira (7), após cerca de um ano e meio de investigações.

Segundo a polícia, dois casos são tratados como estupro de vulnerável, pois envolvem crianças com menos de 14 anos, e um como estupro. Um dos episódios teria ocorrido na Biblioteca Municipal, onde o servidor atuava como contador de histórias.

Como surgiram as denúncias

O primeiro caso teria ocorrido em uma escola municipal, onde Luís Gustavo trabalhava. A denúncia foi registrada em março de 2024, o que levou ao seu afastamento do cargo e à realocação para a Biblioteca Municipal.

Em julho de 2024, uma segunda denúncia apontou suspeita de abuso contra outra criança, fora do ambiente de trabalho. Já o caso mais recente foi registrado em julho de 2025, envolvendo uma adolescente de 15 anos, também na Biblioteca Municipal.

Situação judicial e administrativa

De acordo com o delegado Mário Pezzi, dois inquéritos já foram enviados à Justiça, e o terceiro deve ser encaminhado nos próximos dias. Durante depoimento, o suspeito optou por permanecer em silêncio.

A Polícia Civil chegou a pedir prisão preventiva duas vezes em 2025. O Ministério Público concordou com os pedidos, mas a Justiça negou, e o servidor nunca foi preso.

Além do processo criminal, Luís Gustavo responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) pelo caso da biblioteca. Em 2024, ele também respondeu a outro PAD pelo caso da escola, que acabou sendo arquivado por falta de provas, segundo a prefeitura.

A administração municipal informou que o servidor chegou a ser afastado após o episódio na biblioteca, mas, por ser concursado, retornou ao trabalho em novembro de 2025. Atualmente, ele atua em setor interno, sem contato com o público. Conforme o Portal da Transparência, ele segue como servidor ativo.

O que diz a defesa

O advogado Fabrício Lorandi Pinheiro afirmou que acompanha o caso desde o início e reforçou que o servidor nega qualquer tipo de abuso. A defesa destacou que o processo ainda está em fase inicial e que deve ser respeitada a presunção de inocência, lembrando que os pedidos de prisão preventiva foram negados pela Justiça, decisão mantida pelo Tribunal de Justiça do RS.

Fonte: GZH

Editado por Jefferson Gauchão

 

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