Mais uma vez, a Guarda Municipal e a Brigada Militar resolveram provar que festa boa em Passo Fundo só vai até a hora que o cone laranja aparece. Sim, senhores: entrou em cena na madrugada deste sábado (30), a gloriosa Operação Balada Segura, também conhecida como o pesadelo sobre rodas de quem acha que “uma cervejinha não faz mal”.
Na prática, a blitz funciona assim: você sai do
bar se sentindo o rei da pista, mas cinco
minutos depois está soprando um aparelhinho que decide se sua noite termina em
casa ou na carrocinha do guincho. O objetivo oficial? Reduzir acidentes e
salvar vidas. O efeito imediato? Reduzir o estoque de latinha gelada nos
botecos, porque a turma já começa a pensar duas vezes antes de pedir o “último
litrão”.
E, claro, sempre tem aquele que jura ter tomado
só “duas cervejinhas” (de 600 ml cada, detalhe) e fica indignado quando o
bafômetro não aceita a matemática criativa.
Enquanto isso, os motoristas sóbrios – esses
guerreiros esquecidos – atravessam a blitz como se fossem heróis anônimos.
Afinal, em Passo Fundo, nada grita mais “coragem” do que dirigir sem álcool
numa sexta-feira à noite.
No fim das contas, a Operação Balada Segura é aquele lembrete básico: diversão com moderação ou diversão com multa, guincho e foto constrangedora no boletim da BM. A escolha é toda sua.
Foram 66
veículos fiscalizados e 84 pessoas
identificadas – praticamente uma prévia do Censo IBGE versão
“madrugada”. O saldo da operação não deixou dúvidas de que em Passo Fundo tem
gente que insiste em transformar volante em roleta-russa: sete veículos foram recolhidos para o pátio do
guincho Petrópolis (onde a balada continua, só que sem DJ) e 13 CNHs foram apreendidas preventivamente,
garantindo que alguns motoristas vão passar um bom tempo de carona.
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