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foto; INTERNET |
Uma viúva e seus dois filhos, que recebiam pensão por morte do INSS, perderam o benefício após uma decisão judicial que condenou uma vinícola da Serra Gaúcha pela morte de um trabalhador em acidente de trabalho. O caso chama atenção para os riscos da atividade laboral e a complexa relação entre indenizações, pensões e responsabilidade civil das empresas.
Como ocorreu o acidente que tirou a vida do
trabalhador
O
acidente aconteceu em Bento Gonçalves (RS), quando um funcionário de 43
anos caiu de um tanque de inox com cerca de 10 metros de altura durante uma
limpeza. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no hospital.
Desde
maio de 2023, a viúva e os dois filhos do trabalhador recebiam a pensão
por morte do INSS, até que a Justiça determinou a reversão dos pagamentos após
a condenação da vinícola.
Decisão da Justiça Federal em Bento Gonçalves
A
sentença foi proferida pela 1ª Vara Federal de Bento Gonçalves. O juiz
entendeu que a empresa não cumpriu normas de segurança do trabalho, como
a ausência de medidas adequadas de proteção contra queda, supervisão técnica e
análise de risco da atividade.
A
vinícola alegou que forneceu EPI e treinamento ao trabalhador, mas a
Justiça rejeitou a defesa após relatório da Superintendência Regional do
Trabalho, que confirmou falhas graves.
Com isso,
a empresa foi condenada a ressarcir o INSS por todas as parcelas já
pagas e assumir os custos futuros da pensão.
Impacto direto na família
Com a
decisão, a família perdeu o pagamento direto do benefício pelo INSS. Agora, o
valor deverá ser custeado pela vinícola condenada, o que pode gerar
instabilidade e demora no recebimento.
Especialistas
destacam que casos como esse expõem a vulnerabilidade das famílias, que além de
sofrerem a perda de um ente querido, enfrentam incertezas financeiras.
O que diz a legislação sobre pensão e
responsabilidade das empresas
Esse tipo
de processo é conhecido como ação regressiva do INSS. Ele ocorre quando
a Previdência Social paga benefícios por morte, aposentadoria por invalidez ou
auxílio-doença em casos de acidente de trabalho, mas posteriormente aciona
judicialmente a empresa responsável para recuperar os valores.
Segundo
advogados previdenciários, a medida visa responsabilizar empresas que
descumprem normas de segurança do trabalho, transferindo o ônus
financeiro do Estado para quem de fato causou o dano.
Casos semelhantes no Rio Grande do Sul
O caso da
vinícola não é isolado. Outras empresas já foram condenadas a ressarcir o INSS
no Rio Grande do Sul:
- Bagé (RS): cooperativa agrícola
condenada por acidente fatal em silo.
- Carazinho (RS): fábrica de cosméticos
responsabilizada por explosão que matou funcionários.
Esses
exemplos reforçam a tendência da Justiça em punir empregadores que descumprem
normas trabalhistas.
Conclusão
A
condenação da vinícola da Serra Gaúcha evidencia a importância de
investir em segurança do trabalho e da fiscalização rigorosa para evitar
acidentes fatais. O caso da viúva e seus filhos traz à tona o impacto
devastador que uma tragédia pode gerar não só na vida emocional, mas também
financeira das famílias.
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